quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Lula palanqueiro

"O que aconteceu com o famoso mercado onipotente? Quando o mercado tem uma diarréia, quem eles chamaram para salvá-lo? O Estado que eles negaram durante 20 anos"[sic]


Discurso de Lula, signatário do documento da cúpula do G20 11/2008:
"Nosso trabalho será guiado por uma crença compartilhada de que os princípios de mercado, de livre comércio e regimes de investimento abertos, e mercados financeiros efetivamente regulados, estimulam o dinamismo, a inovação e o empreendedorismo que são essenciais para o crescimento econômico, o emprego e a redução da pobreza".

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Lula Marolinha em 06/06/2006


"Acabou-se o tempo em que um leve resfriado nos mercados globalizados significava uma grave pneumonia no Brasil."

Filosofo Lula, lançando a candidatura em 06/06/2006


Nostradamus
quadra 666
Le 09 Septembre 2009
un léger froid dans les marchés mondialisés
une pneumonie sévère au Brésil
Fin de l'heure de la Workers' Party





Indústria tem o pior trimestre desde 1999

Sondagem mostra queda de produção e emprego

A crise global atingiu em cheio a atividade da indústria no 40 trimestre de 2008. Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) junto a 1.407 empresas, entre os dias 5 e 26 de janeiro, mostra que os três últimos meses do ano registraram o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 1999. O índice de atividade na sondagem ficou em 40,8 pontos no 40 trimestre, com expressiva redução em relação aos 57,8 pontos do terceiro trimestre do ano passado e também ante os 59 pontos do quarto trimestre de 2007. A pontuação vai de zero a 100 e números inferiores a 50 indicam retração.
O dado referente ao emprego na indústria também recuou, de 54,4 pontos no 30 trimestre para 44 pontos no 40 trimestre de 2008. A CNI detectou que houve no último trimestre do ano passado um acúmulo de estoques - o índice subiu de 51,5 pontos no terceiro trimestre para 53,5 pontos no quarto trimestre.
As expectativas para o primeiro trimestre deste ano mostram deterioração na atividade industrial. O índice que mede a expectativa dos empresários sobre a demanda nos próximos seis meses caiu de 53,5 pontos em outubro para 39,7 pontos em janeiro.

30/01/2009

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lula Marola da Silva


"Lá (nos EUA), ela (a crise) é um tsunami;
aqui, se ela chegar, vai chegar uma marolinha
que não dá nem para esquiar.
"




Publicação no site estadao.com.br - OPINIÂO

Quarta-Feira, 12 de Novembro de 2008

José Nêumanne

E assim falou... o nosso Clemenceau

"A guerra é uma coisa importante demais para ser deixada por conta dos generais." Esta frase, de precisão cirúrgica, foi dita originalmente por um médico. E só foi adaptada e citada, como tem sido, por ter sido cunhada por um jornalista. Não um jornalista qualquer, mas aquele que mandou imprimir um dos textos mais importantes do século 20, o J'accuse (Eu acuso) com que Émile Zola denunciou um dos mais notórios erros judiciais da história, o caso Dreyfus. Além do mais, o autor foi estadista: senador e duas vezes primeiro-ministro da França, nos prolegômenos e no encerramento da 1ª Grande Guerra Mundial, Georges Clemenceau a aprendeu na experiência no trato com militares e ainda dos bancos escolares acadêmicos, no convívio com os luminares das letras francesas de seu tempo e, sobretudo, nos debates de plenários e até nas conversas descontraídas do cafezinho do Parlamento de seu país.

Depois que os canhões da 1ª Grande Guerra silenciaram e que os aviões da 2ª calcinaram lares em Londres, Berlim, Dresden, Hiroshima e Nagasaki, seu sentido tem sido confirmado e reafirmado ao longo do tempo e em todas as línguas. Sempre que alguém quer reclamar das limitações do específico quando mistérios genéricos assolam a saga humana na Terra, lá vem alguma nova versão da mesma sentença adaptada aos engenheiros que constroem, aos médicos que operam, aos arquitetos que desenham e por aí afora.

Dia virá em que alguém dirá que jornal é uma coisa importante demais para ser deixada por conta dos jornalistas. Agora, contudo, é a vez dos economistas. Diante dos desafios da atual crise econômica mundial, produzida pela explosão da bolha imobiliária e da bomba dos derivativos, é natural que os dedos do crítico e o clamor da turba se voltem primeiro para os especuladores do mercado financeiro e depois para os economistas.

Nosso presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, com a loquacidade de que é dotado e a empáfia que lhe têm concedido o poder republicano reafirmado nas urnas e o prestígio popular, que não decaiu no segundo mandato, contrariando a adaptação política da lei da gravidade na Física, não perdeu a chance de parodiar Clemenceau. E em Roma, diante do presidente Giorgio Napolitano no Palácio Quirinal, ele disparou não propriamente contra os economistas, mas contra a vaga entidade que ele chama de "analistas de mercado". Seu novo palpite é que "os governantes precisam entender que precisamos ouvir menos analistas de mercado e mais analistas de problemas sociais, de desenvolvimento e que conhecem as pessoas".


Antes de questionar os comandos militares, Clemenceau, exercendo a autocrítica, deixou os pacientes para colegas mais aptos e realizou sua vocação de crítico, tribuno e, depois, governante - no que seria imitado por insignes brasileiros como Juscelino Kubitschek e Antonio Carlos Magalhães. Nestes dias de êmulo tropical de Clemenceau, o presidente de nossa nada serena República age como um pajé capaz de intuir o diagnóstico, mas absolutamente incapaz de receitar a terapia. Quando começou a dedicar suas metáforas de marinheiro à crise econômica (a das "marolinhas" não foi propriamente a mais feliz delas), Sua Excelência respondia a quem o indagasse sobre o assunto: "Perguntem ao Bush" ou "o problema não é meu, é de Bush." Típicas respostas de quem não sabe o que responder, pois, mesmo que o problema tenha sido originado na Casa Branca - o que é duvidoso -, certo é que não será ao presidente dos EUA que a sociedade brasileira terá de apelar para exigir medidas que, se não evitarem as conseqüências malignas do quadro mundial, pelo menos amenizem seus efeitos entre nós.

"Quem pariu Mateus que o embale" pode parecer uma boa saída para quem não tem convicção do que dizer, porque não sabe o que fazer para desatar o nó górdio, mas simplesmente não ajuda a decepá-lo. Henrique Meirelles, aparentemente o oásis de sensatez no deserto de parlapatice com que a alta cúpula econômica federal reage aos sustos pregados pela falta de confiança dos mercados internacionais, precisa explicar ao chefe que, a esta altura do campeonato, o que menos importa é definir a paternidade irresponsável da tempestade que começa a desabar. A prioridade no momento é estabelecer um plano coerente, efetivo e viável de enfrentamento das calamidades públicas que o ciclone financeiro pode produzir no crédito, no consumo e na produção, com conseqüências nefastas no emprego e na renda de famílias que não elegeram o Bush filho, mas Lula da Silva.

Pouco adianta constatar agora que o republicano do Texas foi o pior presidente em todos os tempos do país mais rico do mundo. E daí? Resta-nos evitar que a ignorância que o ajudou a cometer os erros que podem ter levado à catástrofe se repita aqui de forma que eles repercutam mais sobre o bolso e o estômago do cidadão brasileiro - particularmente o mais pobre - por doença similar. O que a ganância produziu lá não pode pela ignorância ser anabolizado aqui - do "outro lado do Atlântico", como ainda repete nosso morubixaba.

A conjuntura mundial não está a exigir de Lula hoje - e não mais de George W. Bush, que está sendo substituído por Barack Obama - que ele seja o Clemenceau de Garanhuns nem que exiba um diploma universitário ou notório saber em Economia, Sociologia ou qualquer outra cadeira. O Brasil precisa agora é que o que lhe falta em experiência para levar o barco devagar pelo nevoeiro, como recomenda Paulinho da Viola em seu samba, pelo menos seja compensado pelo velho bom senso, que nunca lhe faltou. Infelizmente, quem espera por isso nada tem a comemorar com atestados explícitos de insensatez dados nas proclamações que o presidente tem feito ultimamente.

José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Lula candidato ao Nobel de Economia.

"Ninguém pretende estatizar banco. Agora, ninguém vai dar dinheiro para banco. Portanto, ou nós emprestamos com garantia, e uma das garantias pode ser o que está sendo feito pela Inglaterra, pode ser aquilo que o presidente Nicolas Sarkozy (da França) propôs: em vez de dar dinheiro para banco, sem garantia, você compra ações daquele banco e quando se recuperar, você revende as ações para banco", disse Lula, ontem, após votar, no Colégio Estadual João Fermino, em São Bernardo do Campo.


"Temos recursos para isso e vamos disponibilizá-los. O que nós precisamos é saber o conjunto dos setores econômicos que estão necessitando de crédito neste momento".
"Temos de cuidar do capital de giro para que essas empresas possam funcionar."
"O que não dá é para a gente dar dinheiro para bancos ou outras empresas que apostaram em ganhar dinheiro fácil, ou seja, transformar a economia real em jogatina. Quiseram ganhar dinheiro sem produzir nada."
"Não vamos dar o dinheiro do Estado, que ganhamos com tanta delicadeza, com tanto carinho, para ajudar quem tentou praticar fraude no sistema financeiro."
"Sabemos da importância do setor financeiro. Então, se for preciso irrigar o crédito, pode ter certeza que vamos irrigar, porque queremos que a economia brasileira continue crescendo, para que o povo brasileiro tenha possibilidade de emprego e de consumir."
"A verdade é que ainda temos capacidade produtiva a explorar. O Brasil não está metido no subprime, portanto não havia razão para problemas internos de crédito. O que não sabíamos é que as empresas estavam investindo em derivativos, em coisas muitas vezes feitas no balcão, que não passavam sequer pelo BC."
OPA ! NÂO SABIA DE NOVO ?

Levantamento da Agência Estado aponta que 37 das cerca de 50 empresas
não-financeiras do Ibovespa mantêm posições abertas com
derivativos.

Folha de SP - Comentários dos leitores

Luis Pinto (1) 27/10/2008 14h49
O "economista" lula deu as explicação (sic) que ajudam a entender a atual crise. Afirmou: "Não vamos dar o dinheiro do Estado, que ganhamos com tanta delicadeza, com tanto carinho, para ajudar quem tentou praticar fraude no sistema financeiro.". "Sabemos da importância do setor financeiro. Então, se for preciso irrigar o crédito, pode ter certeza que vamos irrigar, porque queremos que a economia brasileira continue crescendo, para que o povo brasileiro tenha possibilidade de emprego e de consumir.". Discursou sobre capital de giro e metralhou:
"O Brasil não está metido no subprime, portanto não havia razão para problemas internos de crédito. O que não sabíamos é que as empresas estavam investindo em derivativos, em coisas muitas vezes feitas no balcão, que não passavam sequer pelo BC."

A explanação abaixo, simples montagem aleatória de termos da economia, é igualmente esdrúxula e absurda, mas poderia ser do Mantega e/ou do Meireles, explicando a crise (marola) para o lula.

"Presidente, a economia real não vai ser afetada pelo papel podre que os bancos de investimento e os fundos de headge tem no seu passivo e que utilizam para alavancagem das vendas a descoberto, nas operações de mercado hedge, subprime, à vista, a termo ou de opções. Estamos protegidos pelo circuit braker, detectando a depressão com a depreciação dos ativos e as operações de negative feeedback loop, acionando a desalavancagem, e como consequencia levando à securitização, evitando a maxi do dolar."

Santa sabedoria.



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Medida Provisória 443 ?

Dans la vingt-deuxième jour de Octobre
MP 443 du Journal Officiel Fédéral,
Grand Casino, pour la mesure de la barbe
Les banques d'État, grand coup à la démocratie



Estatização

- O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) ficam autorizados a adquirir ações de bancos, seguradoras, entidades abertas de previdência e demais instituições financeiras. O BB e a CEF poderão até mesmo adquirir o controle acionário das empresas, ou seja, estatizá-las.

- Segundo a Fazenda, a possibilidade de o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal adquirirem empresas do ramo previdenciário possibilita a compra de fundos de previdência complementar, e não de fundos de pensão

- Entretanto, o governo já afirmou que não vai injetar recursos no BB e na Caixa para que estas instituições possam realizar as operações permitidas pela MP 443.

- São as instituições privadas interessadas em serem vendidas que devem os bancos públicos para fazer a negociação. Além disso, o governo aconselha os bancos privados a procurar também outras instituições privadas para avaliarem qual é a melhor oferta.

- A autorização para os bancos estatais comprarem bancos privados não é uma medida permanente. Depois de compradas as instituições e restabelecido o crédito, esses bancos poderão ser revendidos a preço de mercado.

Licitação

- Segundo o artigo 5º, o BB e a CEF poderão ainda comprar, sem licitação, participações acionárias em outras instituições financeiras públicas.

Congresso

- As medidas provisórias são adotadas pelo presidente da República para fazer valer uma regra de urgência ou relevância sem que ela tenha que passar antes pelo Poder Legislativo. O Congresso discute o texto posteriormente à sua publicação, para decidir se ele vira ou não lei. A MP vale por 60 dias - prorrogáveis por mais 60. Caso a decisão do Legislativo não saia nesse tempo, ela perde a validade.

Publicado no jornal O Estado de S. Paulo
quinta-feira, 23 de outubro de 2008, 02:21


Trem Azul - Thomaz Magalhães® 22/10/2008 13:18 estatizar

Governo autoriza estatização de instituições privadas no País

Quadra sobre lula e a marola.

Après le tsunami dans le nord
Le barbu, 19 tentacules
Ski à grande vitesse vers le bas
Dans les eaux de la bolivarienne marola

Lula esquiando nas marolas de S Bernardo do Campo (SP)

CBN - ECONOMIA - 04/10/2008 - 23:00:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a crise financeira é um tsunami nos Estados Unidos, mas não vai passar de uma marola no Brasil. Lula voltou a declarar que não lançará nenhum pacote contra os efeitos da crise.